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COORDENAÇÃO: Ana Luísa Soares (CEABN InBIO).

EQUIPA CEABN: Ana Isabel Silva, Ana Luísa Soares, Conceição Colaço, Sónia Azambuja.

OUTRAS INSTITUIÇÕES: Universidade do Algarve (UAlg), Centro de Botânica Aplicada à Agricultura (CBAA/ISA/UTL), Centro de Investigação em Biodiversidade de Recursos Genéticos (CIBIO/ICETA-Porto/UP), Instituto de Engenharia de Estruturas, Território e Construção (ICIST/IST/UTL).

Este projecto realizou um estudo histórico-artístico e botânico da evolução dos jardins, quintas e parques históricos da cidade de Lisboa desde o século XVIII até à década de 60 do século XX. A equipa de investigação tem um forte carácter interdisciplinar com especialistas das áreas científicas de arquitectura paisagista, arquitectura, história da arte, ecologia e botânica.

Pretendeu-se analisar a evolução dos jardins públicos e privados da cidade de Lisboa desde a criação do Passeio Público (actual Av. da Liberdade) por iniciativa de Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras -Marquês de Pombal- até ao período do Modernismo. Esta investigação permitiu aprofundar o conhecimento actual do património paisagístico lisboeta contribuindo para a sua classificação legal, valorização, divulgação e promoção do turismo cultural.

Na componente botânica dos jardins em estudo foram desenvolvidos levantamentos botânicos e sistematização e a organização dos levantamentos já existentes. A informação histórica e botânica foi gerida através de uma base de dados relacional que serviu como uma ferramenta importante para a gestão da informação. Os resultados desta investigação histórica e dos levantamentos botânicos foram publicados em livro e numa página Web com a base de dados do Inventário do Património Paisagístico de Lisboa (séculos XVIII-XX). A investigação histórica sobre o património paisagístico de Lisboa foi desenvolvida no Arquivo da Torre do Tombo, no Arquivo Histórico Municipal, no Arquivo do Forte de Sacavém, no Arquivo Fotográfico de Lisboa, na Biblioteca Nacional, no Gabinete de Estudos Olisiponenses, no Arquivo da Fundação da Casa de Bragança, entre outras bibliotecas e arquivos de referência. Esta investigação histórica permitiu reunir um elenco de fontes documentais, bibliográficas e iconográficas que permitiram um novo olhar sobre a evolução da arte paisagista em Lisboa.

Actualmente, em termos de estado da arte não existe nenhum estudo aprofundado e com carácter interdisciplinar que permita compreender a evolução dos jardins lisboetas do século XVIII até aos anos 60 do século XX. De acordo com o artigo 1º da The Florence Charter-Historic Gardens [ICO1982] “um jardim histórico é uma composição arquitectónica e vegetal que, do ponto de vista da história ou da arte, apresenta um interesse público. Como tal, é considerado um monumento”. Em relação à escala a mesma carta esclarece no artigo 6.º que “a denominação de jardim histórico aplica-se tanto a pequenos jardins como aos grandes parques, quer a sua composição seja formal ou naturalista”. Em [ICO1982] é realçado que a “salvaguarda dos jardins históricos exige que os mesmos sejam identificados e inventariados”. O jardim histórico enquanto testemunho cultural de uma sociedade surge como “expressão da estreita relação entre a civilização e a natureza, lugar de deleite, propício à meditação ou à recriação, o jardim adquire assim o sentido cósmico de uma imagem idealizada do mundo, um “paraíso” no sentido etimológico do termo, mas que é o testemunho de uma cultura, de um estilo, de uma época, e eventualmente da originalidade de um criador artístico” [ICO1982].

Este projecto foi coordenado e desenvolvido por uma equipa experiente: Ana Luísa Soares (IR) é fundadora e vice-presidente desde 2003 da Associação Portuguesa de Jardins e Sítios Históricos, endo sido co-autora do estudo histórico e do projecto de restauro do Jardim Botânico da Ajuda (séc. XVIII). IR foi nomeada em Dezembro de 2009 Vice-Presidente do ISA/UTL, coordenadora de Arquitectura Paisagista do ISA-UTL. José Carlos Costa (JCC), Teresa de Vasconcelos (TV) e José Monteiro (JM) têm desenvolvido estudos botânicos de referência sobre a vegetação tanto a nível da escala nacional como da escala da capital. Ana Tostões (AT) é uma investigadora de referência tendo publicado obras sobre a história da arquitectura, urbanismo e parque e jardins de Lisboa, sendo actualmente Vice-Presidente da Ordem dos Arquitectos e professora universitária no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa. Maria Conceição Colaço (MCC) é Engenheira Florestal e especialista na área da educação ambiental. Teresa Marques (TM) é Arquitecta Paisagista e investigadora que estuda a arte paisagista em Portugal, terminou recentemente a sua tese de doutoramento sobre história da arte dos jardins no Porto (XIX-XX).

A equipa de consultores tem um forte carácter interdisciplinar incluindo História da Arte (Vitor Serrão e Raquel Henriques da Silva), Filosofia do Ambiente (Leonel Ribeiro dos Santos), História da Cultura (Ana Cristina Costa Gomes), História da Arte dos Jardins (Tom Turner, David Jacques e Teresa Chambel), Turismo Cultural (Mike Robinson), Ecologia (Francisco Castro Rego), Gestão de Jardins na Câmara Municipal de Lisboa (Mafalda Farmhouse) e SIG’s (Pedro Arsénio).

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